Em momentos de muita oração e fé, missionários percorreram comunidades de Santa Maria e da Quarta Colônia, assim como o Venerável Diácono João Luiz Pozzobon fazia em vida, nos Dias de Adoração. O objetivo era levar a imagem peregrina da Mãe, Rainha e Vencedora Três Vezes Admirável de Schoenstatt em casas de famílias, muitas que recebiam o próprio diácono. Durante as visitas, os moradores eram convidados a rezar juntos, refletir, conversar e receber a bênção de sua casa. Além disso, o Santíssimo se mantinha exposto nas igrejas ao longo de todo dia para adoração, nas quais as famílias se revezavam em turnos para fazerem suas orações.
As missões começaram no final de semana de 16 a 18 de janeiro, em quatro dos seis locais nos quais João Pozzobon anualmente realizava a programação do Dia de Adoração: Vila Ceolin e Ribeirão, em São João do Polêsine, e São Rafael e Três Vendas, em Restinga Sêca. Os missionários foram enviados a partir do Santuário Tabor, de Santa Maria, e levaram duas imagens réplicas da Mãe Peregrina Original, recordando o que o Venerável fazia. Junto com ele, diversas vezes o diácono Ubaldo participava com a Peregrina Auxiliar. Cada dia de missão foi concluído com procissão e missa.

Segundo o Padre Vitor Hugo Possetti, vice-postulador da Causa de Beatificação João Luiz Pozzobon, a intenção foi reviver a experiência do diácono. “Foi uma experiência muito bonita, para a comunidade, para os moradores, muitos se recordavam com muita saudade e estavam com muita saudade”, afirma. Na época, João Pozzobon realizava este projeto em janeiro para que houvesse a benção das lavouras, com pedidos por chuva. O Padre reflete sobre a ocorrência de chuva nos dias de missão, que, além de beneficiar as plantações, pôde revitalizar espiritualmente a vida dos que puderam participar.
Foram dias importantes para os envolvidos com a causa de João Pozzobon, pela oportunidade de viver momentos semelhantes aos que o diácono vivia, passando pelos mesmos locais e pernoitando nas mesmas casas. Para o missionário Joelson Mello, foi uma oportunidade de se impressionar ainda mais pela vida e obra do Venerável: “podemos, assim como ele, nos entendermos como simples instrumentos de Cristo e de sua Mãe, como burrinhos de Maria. Com isso, posso dizer que entendi a beleza e a grandiosidade da missão, e por ela quero, assim como ele, entregar-me totalmente”.

Nos dias 24 e 25 de janeiro, as ações ocorreram na comunidade da Capela Rosa, na Vila Floresta, construída por João Pozzobon em 1971 e revitalizada em 2025. Conhecida como “Capelinha do Amor”, foi uma das três pensadas pelo Venerável para não só facilitarem o acesso à religião, mas também servirem de escola e local de catequese em localidades mais pobres. Além das visitas às famílias, foram realizadas atividades com crianças e adultos, oração do Terço das Rosas e Santa Missa.
O atual responsável pela Capelinha, Elmir Luiz Cerezer, relata que os moradores da vila, incluindo crianças e enfermos, ficaram felizes por receberem na sua casa a imagem da Mãe Rainha. “A gente reconstruiu a capela e agora com esse trabalho de evangelização o povo começa a aparecer para rezarmos juntos. Nós do bairro nos sentimos muito felizes e orgulhosos pelo trabalho feito no final de semana”, afirma. Ele ainda reforça que na Capela Rosa ocorre oração do terço todo domingo às 10h30, e missa uma vez por mês.

Amanda Teixeira
Comunicação da Causa de Beatificação João Luiz Pozzobon
